Aqui você se mantém atualizado sobre as notícias e novidades do mundo pet!

CÃES DE PEQUENO PORTE PODEM SER BONS COMPANHEIROS EM CASA


O peixe-palhaço é sem dúvida a espécie mais conhecida entre aquaristas marinhos. A história da aquariofilia se mistura com sua história natural, uma vez que os peixes-palhaço foram uma das primeiras espécies marinhas a serem criadas em aquários.
Ao todo são conhecidas 28 espécies de peixe-palhaço, 27 pertencentes ao gênero Amphiprion, e uma ao gênero Premnas. O gênero Amphiprion foi descrito pela primeira vez por Bloch & Schneider em 1801, mas o mais famoso peixe-palhaço, Amphiprion percula foi descrito por Lacepède em 1802. Ocorrendo em três oceanos, em regiões tropicais, sua famosa relação com anêmonas foi primeiramente descrita por Cuthbert Collingwood. Ele descreveu uma passagem em Bornéu em 1868, quando estava de pé em um recife de coral em águas rasas e viu um “pequeno peixe muito bonito” que era
sempre visto próximo a um “esplêndido zoophito”, hoje conhecido como anêmona (Wilkerson, 2001).
Foi batizado de peixe-palhaço em função de sua listra branca sobre os opérculos, região da cabeça, dando a impressão clara da tradicional maquiagem de palhaços ao redor da boca.
As principais espécies de peixe palhaço são: Amphiprion percula (Percula Verdadeiro), Amphiprion ocellaris (Ocelaris), Amphiprion sebae (Sebae), Amphiprion frenatus (Tomate), Premnas biaculeatus (Maroon) e Amphiprion clarkii (Clarkii).
Os peixes-palhaço desenvolvem uma relação simbiótica com anêmonas, onde ambos protegem um ao outro de predadores. As anêmonas possuem em sua ectoderme células especializadas para injetar toxinas em suas presas, bem como para proteção. Porém, graças a uma relação química do muco dos peixes-palhaço, estes peixes não disparam o gatinho das células urticantes da anêmona. Além dos peixes-palhaço, algumas donzelas também possuem este mecanismo.
Os palhaços são em sua maioria espécies muito resistentes, indicada para iniciantes. Toleram salinidades baixas e resistem a doenças. São um dos poucos peixes marinhos cultivados em cativeiro em escala comercial. Com isso seu preço no mercado vem caindo gradativamente, aumentando ainda mais sua popularidade entre aquaristas novatos.
Um aquário montado especialmente para palhaços deve obedecer ao esquema de filtragem padrão. Se não há intenção de adicionar corais no aquário, o mesmo deve possuir um filtro, preferencialmente externo, do tipo canister ou filtro externo hangon. Um aquário de 100 litros pode abrigar perfeitamente um casal de peixes palhaço, desde que a espécie seja as de menor tamanho, como Percula ou Ocellaris.

Os parâmetros ideais para os peixe-palhaço são praticamente os mesmos das demais espécies marinhas, ou seja, pH 8,3, densidade em torno de 1.023, temperatura entre 23 e 29ºC, amônia e nitrito indetectáveis.
A decoração do aquário deve oferecer abrigos, pois o peixe-palhaço tem pouco hábito natatório. Com isso, esconde-se e protege-se o tempo todo. No caso de anêmonas, é fundamental proteger a entrada dos filtros com esponjas, evitando assim que elas sejam sugadas. Muitos acidentes em aquários, com mortalidade em massa, se dão pela morte de anêmonas sugadas pelo filtro.
Os palhaços são peixes resistentes a doenças. Os mais jovens são mais suscetíveis que os adultos, e quanto mais variada for a alimentação, menor a suscetibilidade.
A melhor forma de evitar as doenças é escolher bem o peixe. Eles devem estar nadando com desenvoltura. No caso de palhaços jovens, é comum observarmos um comportamento natatório bem interessante e marcante, com uma ondulação quase total do corpo. É importante que o espécime esteja se alimentando e com as nadadeiras bem abertas e pele sem nenhum sinal de pontos brancos. O procedimento ideal é colocar todos os novos peixes em quarentena. Quando bem cuidados, os palhaços podem viver mais de 15 anos em aquários.



Reprodução
:

Hoje, cerca de metade de todos os peixes-palhaço oferecidos no mercado são criados em cativeiro. A tendência é que aumente ainda mais a fatia de mercado de peixes cultivaados. A reprodução desta espécie é geralmente simples, uma vez que os pais cuidam da desova. Outra característica que facilita sua reprodução é uma curta fase larval, sofrendo metamorfose em poucos dias. A maioria das larvas de várias espécies depalhaços se alimenta de microplâncton somente até o 6° ou 7º dia de vida, aceitando naupilio de artêmia a partir do 7º dia. O fato dos palhaços serem hermafroditas protrândricos, podendo mudar de sexo durante a vida, facilita a formação de casais. Geralmente juntar um indivíduo adulto com um juvenil sempre motiva a formação de casal, uma vez que os indivíduos dominantes – se machos – tornam-se fêmeas. Já os juvenis submissos a uma fêmea dominante, crescem como machos. Estes juvenis machos, na ausência de uma fêmea dominante podem se tornar fêmeas e aceitar um macho, reproduzindo-se normalmente.

Autor: Gustavo Duarte