Os parâmetros ideais para os peixe-palhaço são praticamente os mesmos das demais espécies marinhas, ou seja, pH 8,3, densidade em torno de 1.023, temperatura entre 23 e 29ºC, amônia e nitrito indetectáveis.
A decoração do aquário deve oferecer abrigos, pois o peixe-palhaço tem pouco hábito natatório. Com isso, esconde-se e protege-se o tempo todo. No caso de anêmonas, é fundamental proteger a entrada dos filtros com esponjas, evitando assim que elas sejam sugadas. Muitos acidentes em aquários, com mortalidade em massa, se dão pela morte de anêmonas sugadas pelo filtro.
Os palhaços são peixes resistentes a doenças. Os mais jovens são mais suscetíveis que os adultos, e quanto mais variada for a alimentação, menor a suscetibilidade.
A melhor forma de evitar as doenças é escolher bem o peixe. Eles devem estar nadando com desenvoltura. No caso de palhaços jovens, é comum observarmos um comportamento natatório bem interessante e marcante, com uma ondulação quase total do corpo. É importante que o espécime esteja se alimentando e com as nadadeiras bem abertas e pele sem nenhum sinal de pontos brancos. O procedimento ideal é colocar todos os novos peixes em quarentena. Quando bem cuidados, os palhaços podem viver mais de 15 anos em aquários.

Reprodução:
Hoje, cerca de metade de todos os peixes-palhaço oferecidos no mercado são criados em cativeiro. A tendência é que aumente ainda mais a fatia de mercado de peixes cultivaados. A reprodução desta espécie é geralmente simples, uma vez que os pais cuidam da desova. Outra característica que facilita sua reprodução é uma curta fase larval, sofrendo metamorfose em poucos dias. A maioria das larvas de várias espécies depalhaços se alimenta de microplâncton somente até o 6° ou 7º dia de vida, aceitando naupilio de artêmia a partir do 7º dia. O fato dos palhaços serem hermafroditas protrândricos, podendo mudar de sexo durante a vida, facilita a formação de casais. Geralmente juntar um indivíduo adulto com um juvenil sempre motiva a formação de casal, uma vez que os indivíduos dominantes – se machos – tornam-se fêmeas. Já os juvenis submissos a uma fêmea dominante, crescem como machos. Estes juvenis machos, na ausência de uma fêmea dominante podem se tornar fêmeas e aceitar um macho, reproduzindo-se normalmente.